Essa é uma dúvida muito comum de quem está procurando terapia.
Muitas pessoas pesquisam na internet querendo saber qual abordagem é "a melhor": EMDR ou Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC).
A verdade é que não existe uma resposta única.
As duas são abordagens baseadas em evidências científicas e ajudam muitas pessoas. A diferença está em como cada uma trabalha e, principalmente, em qual faz mais sentido para a necessidade de cada paciente.
Por isso, em vez de perguntar qual é a melhor terapia, talvez a pergunta mais importante seja:
"Qual é a abordagem mais indicada para o meu caso?"
O que é a TCC?
A Terapia Cognitivo-Comportamental, conhecida como TCC, parte da ideia de que a forma como interpretamos as situações influencia nossas emoções e comportamentos.
Durante o tratamento, o paciente aprende a identificar pensamentos automáticos, crenças e comportamentos que podem estar mantendo o sofrimento.
Além das conversas durante a sessão, é comum que o psicólogo proponha exercícios para serem realizados entre um atendimento e outro.
É uma abordagem bastante estudada e utilizada para diferentes dificuldades emocionais.
E o que muda no EMDR?
O EMDR também é uma abordagem baseada em evidências, mas trabalha de uma maneira diferente.
Em vez de focar apenas nos pensamentos e comportamentos atuais, o tratamento procura compreender se experiências difíceis do passado ainda estão influenciando a forma como a pessoa reage no presente.
Quando essas experiências continuam provocando sofrimento, o EMDR busca ajudar o cérebro a processá-las de forma mais saudável.
Isso não significa apagar lembranças ou esquecer o que aconteceu.
O objetivo é reduzir a intensidade emocional que essas experi ências ainda provocam.
Então uma abordagem é melhor do que a outra?
Não.
Seria injusto dizer isso.
As duas possuem fundamentos científicos e podem trazer excelentes resultados.
O que muda é a indicação.
Por exemplo, uma pessoa pode se beneficiar muito da TCC.
Outra pode ter uma boa indicação para o EMDR.
Em alguns casos, inclusive, o psicólogo pode utilizar conhecimentos de diferentes abordagens ao longo do tratamento, sempre respeitando a formação profissional e as necessidades do paciente.
O mais importante é lembrar que não existe uma terapia que seja a melhor para todas as pessoas.
Existe a abordagem mais adequada para cada história.
Quando o EMDR costuma ser considerado?
O EMDR é bastante conhecido pelo trabalho com traumas psicológicos e também pode ser indicado para outras situações em que experiências difíceis continuam influenciando a vida da pessoa.
Isso pode acontecer, por exemplo, em alguns casos de transtorno de estresse pós-traumático (TEPT), fobias, luto, ansiedade relacionada a experiências passadas e outras dificuldades que serão avaliadas individualmente.
Vale lembrar que a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda o EMDR como uma das abordagens para o tratamento do transtorno de estresse pós-traumático (TEPT).
Isso mostra que se trata de uma abordagem amplamente estudada e reconhecida internacionalmente.
Como saber qual abordagem faz mais sentido para mim?
Essa resposta normalmente aparece durante a avaliação psicológica.
Cada pessoa possui uma história diferente.
Algumas viveram um acontecimento traumático específico.
Outras carregam experiências difíceis que aconteceram ao longo de muitos anos.
Também existem pessoas que procuram terapia por questões relacionadas à ansiedade, autoestima, relacionamentos ou outros desafios.
Tudo isso é levado em consideração antes de definir o planejamento do tratamento.
Por isso, não faz sentido escolher uma abordagem apenas porque ela funcionou para outra pessoa.
Uma dúvida que escuto muito no consultório
"Se eu começar um tratamento, vou ficar preso a uma única abordagem?"
Não.
O mais importante é que o tratamento faça sentido para você e seja conduzido por um profissional capacitado.
O foco não deve estar no nome da abordagem, mas na qualidade da avaliação, no vínculo terapêutico e na construção de um plano de tratamento adequado para a sua realidade.
Para finalizar
EMDR e TCC não são concorrentes.
São abordagens diferentes, com formas diferentes de compreender e tratar o sofrimento psicológico.
Nenhuma delas é melhor para todas as pessoas.
O que realmente faz diferença é entender a origem do seu sofrimento e, a partir dessa avaliação, escolher o caminho terapêutico mais adequado.
Se você está em dúvida sobre qual abordagem pode fazer mais sentido para o seu caso, conversar com um psicólogo é o melhor caminho. A avaliação inicial permitirá compreender a sua história, esclarecer dúvidas e construir um tratamento de forma individualizada.
